A preventiva de primeiro nível é a mais barata que existe e a que mais some. Drenar o condensado do compressor, tensionar a correia, olhar o nível do redutor, anotar a temperatura — são dez minutos com a máquina, e é justamente por serem dez minutos que ninguém registra. Quando o rolamento trava, o histórico diz que ninguém nunca olhou, o que não é verdade: olhou-se, só não ficou escrito.
Este é um modelo de checklist de manutenção de equipamentos feito para deixar escrito. Não é um checklist genérico com “verificar condições gerais”: são treze checklists, um por tipo de máquina — compressor de ar, empilhadeira, esteira transportadora, torno, fresadora, prensa hidráulica, furadeira de bancada, máquina de solda, motor com redutor, bomba centrífuga, gerador a diesel, painel elétrico e climatização — cada um com cerca de 30 ações de rotina em três blocos. Na planilha, você escolhe a TAG e a folha monta a ficha do equipamento e os itens do tipo dele; cada item pede OK, N.OK ou N/A, e os que envolvem número — pressão, temperatura, corrente, horímetro — têm a coluna de leitura ao lado. E, se quiser, você monta a sua versão aqui mesmo na página — o tipo, o seu logo, a sua cor e só os itens que fazem sentido — e baixa em Excel ou PDF, sem cadastro.
O material em resumo
- Gratuito, sem cadastro e sem e-mail
- Treze checklists prontos, um por tipo de máquina
- Ficha do equipamento no topo da folha, puxada do cadastro
- Cerca de 30 ações por tipo, com coluna de leitura
- Folha de uma execução ou folha da semana (Seg–Dom)
- Personalizável na página: logo, cor e itens, em Excel ou PDF
- Histórico por manutenção, com leituras fora do normal e O.S.
- Sem macros; abre no Google Sheets e no LibreOffice
Manutenção não é inspeção — e a folha é outra
Vale separar as duas coisas antes de baixar, porque existem dois materiais aqui no site e eles respondem a perguntas diferentes. O checklist de inspeção de equipamentos pergunta “está conforme?”: cada item tem uma criticidade, o que reprova ganha nota e vira plano de ação com responsável e prazo. Este checklist de manutenção pergunta “foi feito?”: cada item é uma ação de rotina — drenar, limpar, lubrificar, reapertar, medir — e o que se anota é se foi executada e o que a máquina mostrou na hora. Um alimenta o outro: a leitura fora do normal que aparece aqui costuma ser o que a inspeção vai encontrar reprovado na semana seguinte, se ninguém agir antes.
Na prática, a inspeção é de quem audita — o técnico, o supervisor, o auditor. A manutenção de rotina é de quem convive com a máquina: o operador que liga o compressor de manhã, o mecânico que passa no setor. Por isso esta folha é simples de marcar e tem uma coluna a mais que a de inspeção: a leitura. “Pressão de trabalho (anotar)” não se responde com OK; responde-se com 9,8 bar. Um número fora do normal é o aviso mais barato que a manutenção tem.
O que vem na folha
A folha é uma página A4 em pé. No alto, o logo, o nome da empresa e a ficha do equipamento: TAG, descrição, tipo, setor, fabricante e modelo, número de série — tudo puxado do cadastro quando você escolhe a TAG — mais data, executante, horímetro, início e término, O.S. e quem conferiu. No meio, os itens do tipo daquela máquina em três blocos que se repetem em todos os tipos, com a mesma lógica: segurança e inspeção visual (o que se olha antes de mexer: proteções, emergência, vazamentos, ruído), operação e leituras (o que se mede com a máquina rodando) e lubrificação, limpeza e ajustes (o que se faz com ela parada). Cada item tem OK, N.OK e N/A e a coluna de leitura ou observação. Embaixo, três linhas para anomalias e peças usadas, a pergunta que fecha a folha (“equipamento liberado para operar?”) e três assinaturas: executante, operador ou responsável da área e supervisor.
Há um segundo formato, para a rotina que se repete todo dia: a folha da semana, com sete colunas de segunda a domingo no lugar de OK / N.OK / N/A. É a folha que fica na parede do compressor ou na coluna do torno, e que o operador marca ao ligar a máquina.

Os treze tipos, e o que cada checklist olha
Os oito primeiros são as máquinas que aparecem em quase toda indústria pequena e que usamos como exemplo em todos os nossos materiais; os cinco seguintes são os equipamentos de utilidades que sustentam a fábrica e que costumam ficar sem rotina porque “não são da produção”.
| Tipo | Quando usar | O que o checklist olha, além do comum |
|---|---|---|
| Compressor de ar | Parafuso ou pistão, com reservatório | Válvula de segurança e registro do reservatório (NR-13), pressão e temperatura de descarga, condensado, filtros, separador de óleo |
| Empilhadeira | A combustão, GLP ou elétrica | Cinto, alarmes, placa de capacidade, GLP ou bateria, garfos, correntes de elevação, torre |
| Esteira transportadora | Correia, roletes ou modular | Cabo de emergência, alinhamento e tensão da correia, emendas, roletes, raspadores, redutor |
| Torno mecânico | Universal ou CNC | Freio da placa, barramento, folga dos carros, fuso, refrigeração, lubrificação do cabeçote e do avental |
| Fresadora | Ferramenteira, universal ou centro de usinagem | Folga dos eixos, cone do fuso, cabeçote, avanços, fusos, lubrificação das guias |
| Prensa hidráulica | Coluna, portal ou bancada | Cortina de luz e bimanual, válvula de segurança, pressão e temperatura do óleo, vazamentos, paralelismo |
| Furadeira de bancada | Bancada ou coluna | Proteções, batimento do mandril, correias e polias, mola de retorno, lubrificação da cremalheira |
| Máquina de solda | MIG/MAG, eletrodo, TIG ou inversora | Aterramento, cabos e garra, cilindro e regulador, alimentador de arame, bico e bocal, limpeza interna |
| Motor elétrico com redutor | Acionamento de máquinas | Temperatura e corrente, vibração, ventilação, alinhamento, nível e respiro do redutor, engraxamento |
| Bomba centrífuga | Água, processo ou utilidades | Pressões de sucção e recalque, cavitação, selo ou gaxeta, mancais, escorva, filtro de sucção |
| Gerador a diesel | Emergência ou trabalho | Níveis, bateria e carregador, teste sem carga, tensão e frequência, quadro de transferência, filtros |
| Painel elétrico | QDF, CCM ou painel de máquina | Sinalização e bloqueio (NR-10), temperatura de conexões, DR, aperto, limpeza interna, vedação |
| Climatização | Split, self, fan-coil e chiller | Filtros e serpentinas, dreno, temperaturas, corrente do compressor, isolamento, registro no PMOC |
Na planilha, o tipo é uma coluna da aba Equipamentos, escolhida numa lista; ao selecionar a TAG na folha, o tipo vem junto e os itens dele aparecem. Os itens de todos os tipos ficam na aba Itens por tipo, onde você reescreve, apaga ou acrescenta o que a sua operação pede — a periodicidade de cada ação, por exemplo, você escreve no próprio item (“trocar conforme horas”, “semestral”), do jeito que o manual do fabricante manda. Para um tipo que não existe aqui, basta uma linha nova em Tipos e os itens dele nessa aba.
Cada tipo traz ainda duas ou três sugestões que ficam de fora por padrão — análise de óleo, termografia, calibração, ensaio de isolação — e que o personalizador da página mostra desmarcadas, para quem já tem essas rotinas contratadas.
Monte a sua versão: o tipo, o logo e só os itens da sua rotina
O botão Personalizar checklist, ao lado do download, abre a folha numa tela só: você escolhe o tipo de máquina, digita o nome da empresa, escolhe a cor, sobe o logo, marca e desmarca itens em cada bloco, acrescenta os seus — “verificar o pressostato do secador”, “trocar o dessecante”, o que o seu equipamento pede — e vê a folha se montar ao lado, na hora. Dá para escolher entre uma execução e a folha da semana. Depois, dois botões: Baixar Excel entrega a mesma planilha deste material com o checklist daquele tipo do seu jeito (os outros tipos, o cadastro e o histórico vêm como no modelo), e Imprimir ou salvar PDF abre a impressão da folha com o seu logo, onde “salvar como PDF” gera o arquivo.

Tudo acontece no seu navegador: o logo e o nome não sobem para servidor nenhum. Se você deixar, o navegador lembra a sua seleção de cada tipo, e na semana seguinte o checklist do seu compressor já vem montado.
Como usar no dia a dia
A folha funciona quando tem hora marcada. O executante — operador ou mecânico — pega a folha da TAG, faz a rotina na ordem dos blocos (olhar antes de mexer, medir com a máquina rodando, lubrificar e limpar com ela parada), marca cada item e anota as leituras. Um N.OK em item de segurança — proteção, emergência, válvula de segurança — segura a máquina até corrigir, e a pendência fica escrita na própria folha, com quem decidiu e a O.S. aberta. Quem recebe a folha lança a manutenção no histórico: data, horários, TAG, horímetro, quantos itens ficaram N.OK, as leituras fora do normal, o que foi encontrado, se foi liberado e a O.S.
Para escrever itens seus, o artigo como fazer um checklist mostra a anatomia de um item bem escrito. E, se a rotina já está descrita num procedimento, o caminho é mais curto do que parece: cada critério de um procedimento operacional padrão vira um item desta folha, um para um. É esse histórico que faz a folha valer mais que a rotina em si. A temperatura do redutor que subiu de 62 para 78 graus em três semanas não aparece em nenhuma inspeção — aparece na sequência de leituras de quem passou lá toda segunda-feira. Quando a fábrica cresce, é o mesmo registro que vira o plano de manutenção preventiva, com as tarefas e periodicidades já conhecidas de cada máquina.
Requisitos
Excel 2010 ou superior, Google Sheets ou LibreOffice. Sem macro e sem fórmula matricial. A folha imprime em uma página A4 em pé. Um cuidado que a planilha de inspeção também pede: o filtro que esconde as linhas vazias da folha não se recalcula sozinho quando você troca de equipamento — reaplique o filtro antes de imprimir, ou mostre todas as linhas. Os dados de exemplo — treze equipamentos, um por tipo, e cinco manutenções — usam datas relativas a hoje, por isso aparecem como fórmula: apague tudo e digite os seus.
O que muda quando deixa de ser planilha
Se a sua dúvida é como a rotina acontece na prática, além da planilha, a resposta está em Como montar um checklist de inspeção. É lá que mostramos como o roteiro é descrito uma vez e passa a valer para todas as máquinas do mesmo tipo, como a medição acusa o valor fora da faixa ainda com o executante na frente do equipamento, como a foto é marcada no ponto exato do problema e como o que ficou N.OK vira uma pendência 5W2H com responsável e prioridade.
Perguntas frequentes
Preciso me cadastrar para baixar?
Não. O Excel e a versão personalizada, em Excel ou PDF, saem direto, sem formulário e sem e-mail. Use e adapte à vontade no seu trabalho, inclusive com os seus clientes — o que não vale é revender o arquivo nem publicá-lo em outro site como material próprio.
Qual a diferença para o checklist de inspeção?
A pergunta que cada um responde. Inspeção: “está conforme?” — cada item tem criticidade, o que reprova ganha nota e vira plano de ação. Manutenção: “foi feito?” — cada item é uma ação de rotina, com a leitura ao lado. Uma fábrica pequena costuma usar os dois: a rotina diária e semanal com esta folha, e a inspeção periódica com a outra.
E a periodicidade de cada item?
Fica no texto do item, como o manual do fabricante escreve: “trocar conforme horas”, “engraxar conforme o manual”, “semestral”. A folha não separa diária de mensal de propósito — a rotina de primeiro nível é a mesma toda vez que alguém passa na máquina, e o que muda de frequência é a intervenção maior, que mora no plano de manutenção. Se a sua operação precisa de folhas separadas por frequência, monte dois tipos na aba Tipos (“Compressor — diária” e “Compressor — mensal”) com os itens de cada um.
Serve para máquina que não está na lista?
Serve. Acrescente uma linha na aba Tipos com o nome e “quando usar”, e os itens dela na aba Itens por tipo, dentro das 48 linhas reservadas (3 blocos e até 45 itens). Cadastrou um equipamento com esse tipo, a folha passa a montar o checklist dele. No personalizador da página, o caminho é escolher o tipo mais parecido e reescrever os itens.
Como imprimo a folha?
Abra a aba Checklist do Excel, escolha a TAG e use Ctrl+P: a área de impressão já está definida para uma página A4 em pé. Ou monte a folha no personalizador da página e use o botão de PDF, que abre a impressão do navegador com o seu logo — escolha a impressora, ou “salvar como PDF” para guardar o arquivo.
Funciona no Google Sheets?
Funciona. Não há macro nem fórmula matricial, então a planilha abre e recalcula no Excel 2010 ou mais novo, no Google Sheets e no LibreOffice. A versão personalizada também: é o mesmo arquivo, com o checklist do tipo montado do seu jeito.
