Um relatório de inspeção tem uma pergunta para responder: o ativo pode operar? Tudo o que vem antes — os itens verificados, as medições, as fotos — existe para sustentar essa resposta. E é exatamente isso que costuma faltar nos relatórios que circulam: uma lista de itens marcados, fotos soltas, e no fim uma frase vaga que não libera nem bloqueia. Quem lê não sabe se pode ligar a máquina, e quem inspecionou não deixou escrito por que julgou o que julgou.

Este modelo de relatório de inspeção é feito para chegar no parecer: identificação com o escopo e a norma de referência; resumo com a contagem dos selos; verificações com o critério de aceitação escrito embaixo de cada item; medições com faixa de tolerância e resultado; um bloco de fotos; e o parecer com o veredito — liberado, liberado com restrição ou bloqueado — com a próxima inspeção e a validade. Vem com um exemplo preenchido — a inspeção periódica de um compressor de ar com reservatório — e com o personalizador da página, que monta o relatório com o seu logo, a sua cor, o seu roteiro e os selos já marcados.

O material em resumo

  • Gratuito, sem cadastro e sem e-mail
  • Word (.docx), três páginas e uma de instruções
  • Exemplo preenchido de ponta a ponta, sem cliente real
  • Verificações com critério de aceitação e selo Conforme / Não conforme / Não aplicável
  • Medições com faixa, máximo, mínimo ou referência com tolerância
  • Bloco de até seis fotos e parecer com veredito
  • Personalizável na página: logo, cor, roteiro lembrado e número sequencial
  • Serve para inspeção periódica, pré-operacional, de segurança ou por norma

Exemplo de relatório de inspeção preenchido

O melhor jeito de entender o modelo é ler o exemplo que vem com ele. É a inspeção periódica de segurança de um compressor de ar com reservatório de 500 litros — o CP-02 da casa de máquinas —, feita pelo técnico de segurança contra a NR-13 e o manual do fabricante, das 08:00 às 09:40. O escopo está escrito na identificação: válvulas, instrumentos, proteções, elétrica e o reservatório. É o escopo que diz o que o parecer cobre — e o que não cobre.

São oito verificações, e cada uma leva o critério de aceitação embaixo: “válvula de segurança do reservatório atua no teste manual” tem como critério “abre no acionamento manual e fecha sem vazar”. Sem o critério, “conforme” é opinião; com ele, é comparação. No exemplo, seis itens são conformes, um é não conforme — a válvula de segurança não abriu no teste — e um é não aplicável, o secador de ar, que não existe nesta unidade. O resumo da seção 2 é exatamente essa contagem.

Tabela de verificações do exemplo: cada linha com o item verificado, o critério de aceitação em texto menor logo abaixo e um selo à direita — CONFORME em verde para a maioria, NÃO CONF. em vermelho na válvula de segurança e NÃO APLIC. em cinza no secador de ar; abaixo, a tabela de medições com pressão de desarme reprovada a 10,6 bar contra a faixa de 8 a 10 bar, e temperatura, ruído e isolamento aprovados
Verificações e medições do exemplo. O critério fica escrito em cada linha, e o selo é o resultado da comparação. Nas medições, o resultado sai da conta: 10,6 bar está fora da faixa de 8 a 10, então reprova.

As medições são quatro, cada uma com o critério na forma que o item pede: a pressão de desarme do pressostato tem faixa (8 a 10 bar); a temperatura de descarga e o ruído têm máximo (90 °C, 85 dB); o isolamento do motor tem mínimo (1 MΩ). O valor medido é comparado com o critério e o resultado sai pintado: a pressão reprovou, a 10,6 bar; as outras três aprovaram. É a mesma régua do campo de medição do Andonize — faixa, máximo, mínimo ou referência com tolerância — e por isso o personalizador calcula o resultado sozinho.

O parecer junta tudo. A válvula de segurança travada e o pressostato desarmando acima da faixa apontam para o mesmo risco: o reservatório sem proteção contra sobrepressão. O inspetor não bloqueia o compressor — reajusta o pressostato para 8 bar na hora e libera com restrição: operação permitida até a substituição da válvula, com novo teste antes de voltar ao ajuste original, validade de trinta dias. A restrição está escrita, com o que pode, o que não pode e até quando. Restrição que não é escrita não é cumprida.

Seção de parecer do exemplo: o texto do laudo explicando a válvula de segurança travada e a pressão de desarme acima da faixa, o cartão LIBERADO COM RESTRIÇÃO em destaque (os cartões Liberado e Bloqueado foram removidos), a próxima inspeção em 12/03/2027 e a validade do relatório até a substituição da válvula, no máximo trinta dias, seguidos das assinaturas do inspetor e do supervisor de manutenção
O parecer do exemplo: a justificativa, o veredito num cartão só, a próxima inspeção e a validade. Quem recebe o relatório sabe o que pode fazer com o compressor sem ligar para o inspetor.

O que vem no modelo

São sete seções. Identificação: número (INS-AAAA-NNN), data, tipo de inspeção, sua empresa e o cliente ou a unidade, inspetor, horário, escopo e norma ou referência; o quadro do ativo é o mesmo dos outros modelos do site, com dez tipos, e sai quando a inspeção é de área ou de instalação. Resumo: a contagem de conformes, não conformes e não aplicáveis. Verificações: dez linhas no Word, cada uma com o item, o critério de aceitação e os três selos — você apaga os dois que não se aplicam; no personalizador, até quinze linhas e o selo marcado com um clique. Medições: item, critério, valor medido e resultado, seis linhas no Word e até dez no personalizador. Registro fotográfico: um bloco de seis fotos em tabela, com legenda. Parecer: o laudo, os três cartões de veredito, a próxima inspeção e a validade. Assinaturas: o inspetor, com registro profissional, e quem recebe o parecer.

Este, o relatório fotográfico e o relatório de manutenção

Os três modelos de relatório do site se parecem — mesma capa, mesmo quadro do ativo, mesmos selos — e servem para coisas diferentes. O relatório de inspeção é o laudo curto: a inspeção com critério e parecer, três páginas, para dizer se o ativo opera. O relatório fotográfico é o registro longo: sumário, dezoito fotos em tabela, análise, conclusão e plano de ação — para a inspeção que precisa provar cada achado com imagem, como a vistoria de entrega ou a perícia. O relatório de manutenção é o outro lado: não o que se encontrou, mas o que se fez — serviço executado, peças, horas, fotos de antes e depois e a condição em que o ativo ficou. Uma inspeção que reprova gera uma manutenção; a manutenção concluída pede uma nova inspeção. Os dois documentos se referenciam pelo número.

O botão Personalizar modelo, ao lado do download, abre um assistente em passos: cor, moldura e logo; tipo, número e data; sua empresa e o cliente; inspetor, horário, escopo e norma; o ativo; as verificações com critério e selo; as medições; as fotos; o parecer com o veredito; as assinaturas. Cada passo tem a prévia ao lado, e o que ficar em branco continua entre colchetes para preencher no Word. Tudo acontece no seu navegador — o logo, o cliente e o conteúdo não sobem para servidor nenhum.

Se você deixar, o navegador lembra a cor, o logo, a sequência de números e o roteiro de verificações: os itens e os critérios que você digitou voltam na próxima inspeção, sem os selos. É o padrão da empresa — a mesma lista para o mesmo tipo de ativo —, e é o que faz o relatório da próxima inspeção ser comparável com o desta.

Como usar no dia a dia

Escreva o roteiro antes de ir a campo: o item e o critério de aceitação de cada um. Em campo, marque o selo, meça o que tem número e fotografe o que reprovou. O parecer se escreve no fim, e responde a uma pergunta só: pode operar? Se a resposta é “com restrição”, a restrição vai escrita — carga, uso, prazo. A próxima inspeção e a validade fecham o documento: sem elas, o relatório vale para sempre, o que é o mesmo que não valer.

Para a inspeção de rotina — a de início de turno, a semanal —, o documento é grande demais; o checklist de inspeção em Excel resolve com uma coluna por item e a nota calculada. O relatório é para a inspeção que precisa de laudo: a periódica, a por norma, a de liberação depois de uma manutenção, a pré-operacional de um ativo novo. O artigo sobre checklist de inspeção de equipamentos explica quando cada um se aplica.

Requisitos

Word 2010 ou superior, LibreOffice ou Google Docs. O documento tem três páginas mais uma de instruções, que você apaga antes de enviar. A página de instruções também explica como trocar o logo e a cor no Word, sem o personalizador.

O que muda quando deixa de ser documento

Se a inspeção é frequente — o mesmo roteiro, o mesmo ativo, todo mês —, o documento passa a ser o gargalo: o inspetor responde no papel e alguém redigita. No Andonize, o roteiro é o checklist, respondido no celular, com a conformidade (OK / N.OK / N/A), a foto marcada sobre a imagem e a medição com faixa de tolerância, e o relatório sai pronto com o seu logo; o item N.OK vira pendência 5W2H com o achado, o local, o responsável e a prioridade calculada. Como montar um checklist de inspeção mostra o caminho.

Perguntas frequentes

Preciso me cadastrar para baixar?

Não. O Word e a versão personalizada saem direto, sem formulário e sem e-mail. Use e adapte à vontade no seu trabalho, inclusive com os seus clientes — o que não vale é revender o arquivo nem publicá-lo em outro site como material próprio.

O que um relatório de inspeção precisa ter?

O que foi inspecionado (escopo e ativo), contra o quê (norma, procedimento ou manual), por quem e quando; cada item verificado com o critério e o resultado; as medições com o critério e o valor; as evidências; e o parecer — pode operar, com que restrição, até quando. Um relatório sem critério é uma lista de opiniões; um relatório sem parecer é uma lista de achados.

Qual a diferença entre relatório de inspeção e checklist de inspeção?

O checklist é o roteiro respondido — uma linha por item, OK / N.OK / N/A, a nota no fim —, feito para a rotina. O relatório de inspeção é o documento que sai de uma inspeção formal: tem escopo, norma, critério escrito, medições e o parecer assinado por quem inspecionou. Na prática, o checklist alimenta o relatório: os itens N.OK do checklist são o que o relatório detalha.

Serve para inspeção por norma regulamentadora?

Serve como modelo do documento: identificação, escopo, referência, verificações com critério, medições, parecer e assinatura com registro profissional. O conteúdo — os itens, os critérios, a periodicidade e quem pode assinar — é o que a norma de cada caso exige, e o modelo não substitui a leitura dela. No exemplo, o roteiro do compressor foi escrito a partir da NR-13 e do manual do fabricante; o que a NR-13 exige está no artigo sobre a norma.

Posso ter mais de dez verificações?

No personalizador, até quinze — a quantidade é um campo. No Word, copie e cole uma linha da tabela; a numeração é digitada, então ajuste o número da linha nova. Se o roteiro é longo de verdade — trinta, cinquenta itens —, o lugar dele é o checklist de inspeção, e o relatório recebe só o resumo e os itens reprovados.

Como numerar as inspeções?

Sequencial, com o ano na frente: INS-2026-0042. O número nunca se repete. No personalizador, o número seguinte já vem preenchido na próxima; o botão Auto gera um número a partir da data e da hora, para quem não controla a sequência.

Funciona no Google Docs?

Funciona. É um .docx comum, sem macro: abre no Word 2010 ou mais novo, no LibreOffice e no Google Docs. A versão personalizada também.