O relatório de manutenção é o documento que a maioria das equipes não faz — e sente falta seis meses depois. A ordem de serviço abriu o trabalho, o técnico executou, alguém assinou e pronto: o que foi encontrado, o que foi trocado, quantas horas levou e em que condição a máquina ficou moram na memória de quem fez. Quando a mesma falha volta, ninguém sabe se é a mesma peça, o mesmo mancal, o mesmo erro de alinhamento.
Este modelo de relatório de manutenção é o registro técnico da intervenção, do motivo à condição final: o tipo (preventiva, corretiva, preditiva); o problema ou motivo, escrito como se viu e se mediu ao chegar; o serviço executado, linha a linha, com a situação; as peças e os materiais aplicados, sem preço; as horas por pessoa e por dia, com o total; as fotos de antes e depois; a condição em que o ativo ficou — operando, com restrição ou parado — com a próxima intervenção; e as assinaturas de quem executou e de quem recebeu. Vem com um exemplo preenchido — a corretiva de uma esteira transportadora — e com o personalizador da página, que monta o relatório com o seu logo, a sua cor e os seus dados, com as horas calculadas.
O material em resumo
- Gratuito, sem cadastro e sem e-mail
- Word (.docx), três páginas e uma de instruções
- Exemplo preenchido de ponta a ponta, sem cliente real
- Preventiva, corretiva, preditiva, melhoria ou instalação
- Serviço executado, peças aplicadas e horas com total calculado
- Dois blocos de fotos: antes e depois
- Condição final num cartão e próxima intervenção
- Personalizável na página: logo, cor, dados e número sequencial
Exemplo de relatório técnico de manutenção preenchido
O melhor jeito de entender o modelo é ler o exemplo que vem com ele. Uma prestadora de manutenção atende a esteira transportadora ET-02 da linha de embalagem de um cliente: o operador relatou ruído no lado acoplado do redutor e aquecimento no mancal. O relatório RM-2026-0031 é uma corretiva, das 07:30 às 12:10, e começa pelo problema como foi encontrado na chegada — vibração perceptível ao toque, 78 °C no mancal contra uma faixa de 40 a 60, sem vazamento de óleo, rolamento com desgaste avançado. É esse parágrafo que explica o serviço: sem ele, a lista de tarefas abaixo não tem por quê.
O serviço executado vem em linhas, cada uma com a situação: a substituição do rolamento, o alinhamento do conjunto e a troca do óleo do redutor estão concluídos; a substituição da correia da esteira, que apresenta desgaste na borda, ficou pendente — a peça foi encomendada. As peças aplicadas ficam na tabela seguinte, com quantidade, unidade e onde foi aplicada, sem preço: este é o registro técnico, e o valor vai na ordem de serviço ou no relatório de serviços prestados.

As horas trabalhadas são por pessoa e por dia: o técnico das 07:30 às 12:10, o ajudante das 07:30 às 10:00 — 4h40 e 2h30, 7h10 no total. É o número que alimenta o custo da intervenção e o histórico do ativo, e é o que costuma ser chutado depois. As fotos são dois blocos de três: antes, a situação encontrada; depois, o serviço concluído. Uma foto do rolamento gasto ao lado de uma do rolamento novo montado diz mais do que a tabela.

A condição final fecha o relatório com um cartão só: a esteira está operando com restrição. O texto diz qual — evitar carga acima de 80 % da nominal e conferir o alinhamento da correia no início de cada turno — e a próxima intervenção está marcada, com data e com o que será feito. Pendência sem prazo e sem responsável não vira serviço; aqui ela tem os dois. As assinaturas são do técnico, com registro profissional, e do supervisor de manutenção do cliente, que recebe o equipamento nas condições descritas.
O que vem no modelo
São oito seções. Identificação: número (RM-AAAA-NNN), data, tipo, sua empresa e o cliente ou a unidade, técnico responsável, início e término; o quadro do ativo é o mesmo dos outros modelos do site, com dez tipos. Problema ou motivo: um parágrafo — a falha e o que foi encontrado, a tarefa do plano ou a leitura que disparou a preditiva. Serviço executado: linha a linha, com a situação (concluído, parcial, pendente). Peças e materiais: peça, quantidade, unidade e onde foi aplicada. Horas trabalhadas: data, responsável, início, fim e horas, com o total. Registro fotográfico: dois blocos de três fotos, antes e depois. Condição final e próxima intervenção: os três cartões — operando normalmente, operando com restrição, parado —, o que o responsável precisa saber, a próxima intervenção e o que será feito. Assinaturas: quem executou e quem recebeu o equipamento.
Este, a ordem de serviço e o relatório de inspeção
A ordem de serviço abre o trabalho: o que fazer, para quem, por quanto. O relatório de manutenção fecha o trabalho: o que foi feito, com o quê, em quanto tempo e como ficou — e por isso não tem preço. O relatório de inspeção é o outro lado da mesma moeda: não o que se fez, mas o que se encontrou, com critério e parecer. Uma inspeção que reprova gera uma manutenção; a manutenção concluída pede uma nova inspeção. Os documentos se referenciam pelo número, e o histórico do ativo é a sequência deles.
Monte o seu relatório com o seu logo
O botão Personalizar modelo, ao lado do download, abre um assistente em passos: cor, moldura e logo; tipo, número e data; sua empresa e o cliente; técnico, início e término; o ativo; o problema; os serviços; as peças; as horas, com o total calculado; as fotos de antes e depois; a condição final com a próxima intervenção; as assinaturas. Cada passo tem a prévia ao lado, e o que ficar em branco continua entre colchetes para preencher no Word. Tudo acontece no seu navegador — o logo, o cliente e o conteúdo não sobem para servidor nenhum. Se você deixar, o navegador lembra a cor, o logo e a sequência de números: digitou RM-2026-0031 hoje, a próxima já abre em RM-2026-0032.
Como usar no dia a dia
O relatório se escreve no fim da intervenção, ainda no local, por quem executou — dois dias depois é escrever de memória. O problema vai como foi encontrado, com o que se mediu; o serviço, linha a linha; a peça, com a quantidade que saiu do estoque; as horas, as reais. Na preventiva, o problema é a tarefa do plano (“lubrificação e inspeção trimestral”) e o serviço é o que foi feito nela; na corretiva, é a falha; na preditiva, a leitura que disparou. O artigo sobre manutenção corretiva e o que compara preventiva, preditiva e corretiva mostram o que cada tipo pede do registro.
A condição final é o que o gestor lê primeiro. “Operando com restrição” sem a restrição escrita é o mesmo que nada; “parado” sem a próxima intervenção é um ativo esquecido. Preencha os dois sempre.
Requisitos
Word 2010 ou superior, LibreOffice ou Google Docs. O documento tem três páginas mais uma de instruções, que você apaga antes de enviar. A página de instruções também explica como trocar o logo e a cor no Word, sem o personalizador.
O que muda quando deixa de ser documento
Se a sua equipe faz várias intervenções por dia, o relatório em Word vira fila: o técnico anota, alguém digita, o histórico atrasa. No Andonize, o serviço é executado a partir da ordem no celular, com foto marcada, medição com tolerância, texto e assinatura, e o relatório sai pronto com o seu logo; as horas e as pendências alimentam o histórico do ativo sem redigitação. PCM na prática mostra como a ordem, a execução e o histórico se ligam.
Perguntas frequentes
Preciso me cadastrar para baixar?
Não. O Word e a versão personalizada saem direto, sem formulário e sem e-mail. Use e adapte à vontade no seu trabalho, inclusive com os seus clientes — o que não vale é revender o arquivo nem publicá-lo em outro site como material próprio.
O que um relatório de manutenção precisa ter?
Qual ativo, que tipo de manutenção, por que ela foi feita (a falha, a tarefa do plano ou a leitura), o que foi feito, com que peças, em quantas horas, por quem, como o ativo ficou e o que vem depois. Um relatório sem o motivo é uma lista de tarefas; um sem a condição final não diz se o problema acabou.
Por que não tem preço?
Porque este é o registro técnico, e o preço é comercial: o mesmo serviço custa diferente para cada contrato, e o relatório vai para a pasta do ativo, não para o financeiro. As peças ficam com quantidade e unidade, que é o que o estoque e o histórico precisam. O valor vai na ordem de serviço ou no relatório de serviços prestados, que têm as tabelas para isso.
Serve para manutenção preventiva?
Serve. O tipo é um campo, e na preventiva o “problema ou motivo” é a tarefa do plano — a inspeção trimestral, a lubrificação, a troca programada — e o que foi encontrado ao fazê-la. Sem peça trocada, desmarque “Peças e materiais” nas seções e a tabela sai. É o relatório que fecha cada linha da planilha de manutenção preventiva.
É o mesmo que relatório técnico de manutenção?
Sim. Relatório técnico de manutenção, relatório de intervenção, relatório de serviço de manutenção — o documento é o mesmo: o registro do que foi feito num ativo. O “técnico” no nome distingue do relatório comercial (o de serviços prestados, com valores) e é o que este modelo é.
Como numerar os relatórios?
Sequencial, com o ano na frente: RM-2026-0031. O número nunca se repete. No personalizador, o número seguinte já vem preenchido na próxima; o botão Auto gera um número a partir da data e da hora, para quem não controla a sequência. Se o relatório fecha uma ordem de serviço, escreva o número dela no problema ou motivo.
Funciona no Google Docs?
Funciona. É um .docx comum, sem macro: abre no Word 2010 ou mais novo, no LibreOffice e no Google Docs. A versão personalizada também.
